Cinder

Graças ao blog Nerdivinas acabei sendo convencida a ler As Crônicas Lunares de Marissa Meyer.

Cinder

Ser convencida? Sim. Eu explico.

O que acontece na minha vida é uma sucessão de eventos não tão relacionados assim que acabam me levando a fazer/não fazer alguma coisa. Já devo ter mencionado em algum lugar que eu sou altamente influenciada por uma capa bonita e bem feita, então SIM fiquei interessada em ler Cinder, mas quando peguei o livro na Livraria Saraiva momento merchan e vi duas coisas, acabei desistindo da ideia rapidamente.

Primeiro, o sobrenome da coitada da Marissa. Entendam, eu li os quatro livros de Crepúsculo, mais pelo fato de que eu não consigo abandonar nada do que eu começo do que achei o livro interessante. E, adivinhem, a Marissa tem o mesmo sobrenome da Stephanie. Julguei mesmo. Mesmo que isso não signifique nada, acreditem, eu sei. Sou aleatória a esse ponto.

Em segundo lugar, é uma releitura de Cinderela á vá!, e Cinderela sempre foi uma das minhas least favourites princesas Disney, mesmo eu achando a história original muito boa gore, I like itAlém do que, estou supersaturada de releituras. Vide Grimm que eu amoOnce Upon a Time que eu já enjoei e não aguento mais.

Além do mais, com a quantidade absurda de livros que estou lendo esse ano e que a maioria se enquadra na categoria Young Adult, não tinha tanta certeza assim se gostaria de dar início a mais uma saga, a mais um romancezinho. Novamente, estava julgando o que já tinha de conhecimento sobre Cinderela e sobre o conhecimento que tenho dos livros YA.

Acontece que a resenha da Rah me fez ver que eu estava sendo muito preconceituosa e que o livro/saga podem sim ser boas. Já enquadrei Cress (terceiro livro da saga) para um dos itens do Desafio de Leitura, então, cá estou eu lendo todos os livros d’As Crônicas Lunares.

E chega de enrolação, vamos à resenha!

Sinopse: Cinder tem dezesseis anos e é considera uma abominação tecnológica pela maior parte da sociedade e um fardo por sua madrasta. Por outro lado, ser um ciborgue tem suas vantagens: a interface de seu cérebro lhe deu a capacidade sobre-humana de consertar tudo – robôs, aerodeslizadores, os próprios membros cibernéticos quebrados -, tornando-a a melhor mecênica de Nova Pequim. Sua reputação faz com que o herdeiro do império, o príncipe Kai em pessoa, apareça em seu estande na feira, solicitando o conserto de um androide antes do baile anual.
Embora esteja ansiosa para agradar o príncipe, Cinder é impedida de trabalhar no androide quando Peony, sua meia-irmã e única amiga, é infectada por uma peste fatal que tem assolado a Terra por anos. Culpando-a pelo destino da filha, a madrasta de Cinder a entra como voluntária para as pequisas da doença, uma “honra” a qual ninguém sobreviveu até então.
Logo, porém, os pesquisadores descobrem algo de incomum na cobaia recém-adquirida. Algo pelo qual há quem esteja disposto a matar.

 Ok, como fazer essa resenha com o mínimo de spoilers possível?

Cinder tem uma narrativa fantástica, deliciosa de ler e que me deixou em êxtase enquanto lia ao invés de ir dormir, quem precisa dormir um dia antes de uma prova prática?. Cinder é uma personagem muito bem construída e que nos deixa curiosos em relação a sua vida como um todo. Afinal, ela não tem lembranças antes de se tornar uma ciborgue.

Achei interessante o fato do livro lidar com tantas informações conflitantes e que podem fazer paralelo com a nossa realidade. Vejam bem, preconceito, pandemia, guerras… Tem como ser mais real?

Passei alguns momentos tensos com o livro simplesmente porque eu fico com vergonha alheia muito facilmente. E tem muitos momentos vergonha alheia pelo livro inteiro.

Temos muitas histórias dentro do livro. O que tornou a narrativa ainda mais deliciosa, a cada página virada você solucionava um problema e dava de cara com outro, então o livro é recheado de clímax. Não houve um momento durante ele que não fui surpreendida.

Mesmo que o livro tenha um quê de romance, achei bem interessante a forma como tudo foi construído, como Cinder reage a tudo o que acontece à sua volta, até mesmo à forma com que ela lida com a madrasta e as meia-irmãs. Existem personagens fantásticos no livro que deixam um gosto de quero mais.

Além do que, falam sobre o relacionamento entre o príncipe Endymion e a princesa Serenity os “Reinos” terrestres e o Reino Lunar. SIM! Piadas com Sailor Moon à parte, existe um Reino Lunar. Simplesmente fantástico a forma como os lunares são caracterizados e como os terráqueos lidam com eles e vice e versa.

Foi um livro quase divino. Merece as 5/5 estrelas. Minha estante aguarda pela versão física agora.

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2 thoughts on “Cinder

  1. Acabei lendo a resenha do segundo antes do primeiro, haha. (Mas eu saquei porque você havia falado do primeiro! =D)
    Poxa, agora que tô com vontade de ler mesmo!!! ❤ E comecei a rever Sailor Moon. É amorzinho demais, gente! ❤

    Liked by 1 person

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