Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

Ainda estou tentando wrap my head around desse livro. Não que ele seja um livro estranho ou algo do tipo, mas é que, tendo assistido o filme primeiro – e odiando a Clary e o Jace com todas as minhas forças -, achei tudo um tanto… diferente e estranho.

Enfim.

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Cidade dos Ossos de Cassandra Clare foi o livro escolhido para o item 06. Um livro de autoria feminina.

Clary é uma garota (não tão) comum de quinze anos que se descobre capaz de ver coisas que não são vistas pelos humanos. Um dia que ela e seu melhor amigo Simon vão a uma boate chamada Pandemonium acaba mudando a vida dela para sempre. Lá ela presencia um assassinato que só ela consegue ver. E assim descobre sobre o Shadow World e sobre os Shadowhunters, além de descobrir que demônios, vampiros, lobisomens e outros seres sobrenaturais existem.

Por todo o livro Clary se vê sem chão, sua mãe é sequestrada, o melhor amigo acaba nas mãos de vampiros e ela ainda descobre que suas memórias foram bloqueadas, só podendo ser acessadas pelo bruxo Magnus Bane (o magnífico! <3). Um nome é mencionado por todos os demônios e outros seres que se engalfinham, dito com um respeito assustado – Valentine. Um Shadowhunter que se virou contra sua classe e busca pelo Cálice Sagrado.

No meio disso tudo ela tenta entender quem é e desvendar seus sentimentos para com o intrigante shadowhunter Jace Wayland.

E acho que esse é o resumo mais acertado e com o mínimo de spoilers que eu poderia fazer.

Honestamente… Não é o meu estilo de livro, mesmo o sendo. –q

Por muito tempo Clary se mostra o estilo de personagem que eu abomino. Certo, ela tem seus momentos de boas ideias e decisões, mas ela é completamente idiota. Sendo, não sei, inocente talvez(?) acaba por acreditar em tudo o que as pessoas – aquelas que ela nunca tinha visto na vida – contam pra ela. Fora que ela tem um range de memória infinitesimal, perdi as contas quantas vezes ela esqueceu da existência de outras pessoas, principalmente do Simon. Beira a crueldade o que ela faz com ele!

Jace é mais tragável do que no filme. Ele me lembrou muito o Percy Jackson, e eu sou uma fã de carteirinha do Seaweed Brain <3, mas ele é extremamente sarcástico de uma forma que fica chato. E também é outro facilmente manipulado.

Magnus Bane é um personagem completamente diferente do filme e isso me deixou tão feliz! Porque ele continua sendo perfeito, mas de um jeito diferente. Foi mágico!

De resto, acho que o livro, obviamente, consegue transpor mais de uma história coerente que o filme, mas ainda assim, fiquei com aquela sensação de “tem alguma coisa faltando”. Talvez eu encontre respostas nos outros livros, talvez não.

Apenas posso dizer que meu preconceito para com o livro em vista do filme bosta não foi de todo infundado, mas pelo menos o livro foi INFINITAMENTE melhor que o filme. O que já me deixou feliz, porque, honestamente, a Clary do filme beira a imbecilidade da Bella de Crepúsculo.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

Depois de tanto procrastinar, resolvi que nada melhor do que assistir a um filme ao invés de ir estudar pra minha provinha de amanhã. (Sou dessas)

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O que posso falar de diferente desse filme em relação à resenha da crônica?

Bem… Posso dizer que Edmundo permanece sendo extremamente infantil e irritante, de tal forma que a vontade de soca-lo durante todo o filme foi constante. Mesmo quando ele tenta “resolver” um problema, quase ferra com a porra toda.

Susana é ainda mais insossa que no livro, servindo apenas para atirar uma flecha em um alvo e outra em um anão aleatório quando a guerra já havia acabado.

Pedro continua sendo soberbo, querendo mandar em todo mundo nos momentos errados e, quando é a hora certa de mandar, ele se caga todo.

E Lúcia… Ela continua sendo uma criança imbecil.

Outra coisa que me irritou de certa forma foi a pouca majestade de Aslam. Nos livros ele é descrito como um leão “de parar o trânsito”, por assim dizer. Ele, além de lindo, tem uma presença que faz todos os irmãos e outros personagens terem um relacionamento de amor e terror pelo animal. Então me decepcionei com o “gatinho” que eles colocaram no filme. Sei que é computação gráfica – ORLY? – mas exatamente por isso senti uma decepção tão grande. A computação gráfica poderia ter sido melhor feita.

Comparem:

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Aslam

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Cecil, the Lion (que, btw, foi morto a sangue frio por um dentista americano fdp no ano passado ¬¬)

Vêem como o Cecil impõe muito mais respeito que o Aslam?

But anyways… Sou só uma pessoa revoltada com adaptações de livros. Mesmo esse filme tendo sido uma das melhores adaptações de livro para cinema que eu já vi em toda a minha vida.

Coisas que eu não entendo nesse filme:

1 – Parabéns Edmundo, você é a única pessoa pronta para um combate corpo a corpo no alto de um paredão onde estão estacionadas as tropas com arco e flecha. Super útil sua presença.

2 – Como DIABOS pode-se ter Natal (CHRIST – mas) em uma terra onde Jesus não nasceu? Alguém mim explica!

3 – Não, Pedro, segurar a sua espada com os braços estendidos esperando que o inimigo pule em você não funciona na vida real. Só em Nárnia e só uma vez.

Em resumo: o filme faz jus ao livro, mas continua sem fazer o menor sentido – assim como o livro.

Não assisti aos outros filmes das Crônicas de Nárnia e, honestamente, não sei se continuarei a assistir. Geesus.

Cecil 01

Cecil, majestic as fuck

Inferno

Dan Brown conseguiu, de uma forma que poucos (ou não) conseguem, criar um personagem que me cativou desde o primeiro de seus livros. Como não escolher Inferno para o item 07. Um livro com o título de uma só palavra?

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Adoro acompanhar o professor Robert Langdon se desdobrando para conseguir decifrar as pistas – que sempre são históricas e artísticas, é claro – de tal forma que ele geralmente sempre se ferra no processo para encontrar o que quer que seja que está sendo buscado.

Devo dizer, também, que ler este livro me incentivou a talvez ler A Divina Comédia de Dante Alighieri. Ver como todo o livro se desdobrou para ser centrado n’A Divina Comédia,  me deu ideias, me deu uma vontade – com o perdão da palavra – homérica de ler a obra prima de Dante. Que coincidentemente está separado em cima da minha mesa. Quem sabe eu não o coloque no desafio de leitura desse ano?

Não que A Divina Comédia deva ser lida apenas por ser um desafio, não não. Realmente acredito que seja um dos livros que a gente deva ler antes de morrer. É um clássico! E QUE SE PASSA NO INFERNO, PURGATÓRIO E PARAÍSO!! É um tema recorrente que eu adoro. Então… Eu sou suspeita para falar da importância de lê-lo.

Voltando ao Langdon.

Sendo este o terceiro livro do Dan Brown que eu li, preferi muito mais Anjos e DemôniosO Código da Vinci do que de Inferno. Até porque, mesmo com todo o universo criado por Dan Brown baseado em nosso universo, a história de Anjos e Demônios e d’O Código da Vinci convencem melhor do que a de Inferno.

Fora que eu prefiro as outras personagens femininas que acompanham o Langdon. Não gostei tanto assim de Sienna Brooks, mesmo ela sendo uma das personagens principais do livro. Já a Elizabeth, eu adorei! E a Vayentha… Poor Vayentha. O diretor é um cara filha da putamente massa, e o Robert é o Robert.

Mas a trama em si não me convenceu. Achei muito mais forçada que O Código da Vinci Anjos e Demônios – e isso é dizer muito, ao meu ver.

3 de 5 estrelas.

A Noiva Fantasma

Este livro me chamou atenção por muitos motivos, dentre eles a capa – o que o inclui no item 18. Um livro julgado pela capa – outro motivo foi o título. A Noiva Fantasma caiu como uma luva para me fazer começar a leitura, principalmente porque nesse mês de janeiro joguei Fatal Frame 5 – The Maiden of Black Water, um jogo de terror japonês que, coincidentemente, fala sobre casamentos fantasmas.

No jogo, os casamentos fantasmas eram realizados a fim de auxiliar as shrine maidens a manter sua pureza enquanto se tornavam os pilares que impediam a água negra, a água amaldiçoada, a poluir a água pura da montanha e com isso trazer o purgatório (netherworld) para a nossa realidade.

Preciso dizer que o jogo foi absolutamente assustador, traumatizante e maravilhoso?

Terminei o jogo com muita vontade – e medo – de pesquisar sobre os casamentos fantasmas, e eis que a Saraiva me indicou A Noiva Fantasma! Sinal divino (ou não) de que eu deveria ler o livro.

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Li Lan, a personagem principal, é uma moça que se aproxima dos 18 anos em uma época em que 18 anos já era considerado uma idade quase avançada, ou seja, ela está na idade certa para se casar, para receber pedidos de casamento.

Entretanto o único pedido que ela recebeu foi para se casar com o herdeiro da família Lim, um rapaz que faleceu há 9 meses.

E assim começam os problemas de Li Lan.

O livro é narrado em primeira pessoa e é interessante acompanhar o desdobrar da história, em vista que Li Lan foi criada muito cética e não acredita e sabe lidar com os acontecimentos que passam a fazer parte da sua vida. Também é absolutamente angustiante enquanto o noivo fantasma invade os sonhos dela e ela vai ficando cada vez mais fraca.

Os personagens são bem construídos, todos eles sendo tridimensionais e com uma profundidade que não imaginava. Er Lang é, sem sombra de dúvidas, meu personagem favorito. A Amah de Li Lan e o Velho Wong também são fantásticos. E acho Tian Bai um tanto sem sal, mas ele pode apenas estar sofrendo minha repulsa de personagem principal masculino.

É um livro que definitivamente vale as 5 estrelas que ganhou! E eu quero muito o livro físico agora… i.i

Maze Runner – Ordem de Extermínio

Falar de Maze Runner – Ordem de Extermínio sem falar da trilogia Maze Runner é, ao meu ver, uma impossibilidade.

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10. Um livro que se passa no futuro

James Dashner criou uma distopia através da premissa de chamas solares – uma realidade que não está assim tão distante da nossa, afinal, existem chamas solares que atingem a Terra com uma certa frequência, sendo até responsáveis pela aurora boreal – de uma intensidade tal que devastou nosso planeta, com o calor e a radiação solar, causando o aumento brusco dos níveis do mar e lançando a humanidade e toda fauna e flora em um caos total.

Enquanto a trilogia Maze Runner se passa anos após as chamas solares terem atingido a Terra e acompanhamos a luta entre Thomas e os clareanos contra a CRUEL, Ordem de Extermínio se passa durante os primeiros anos após as chamas solares.

Acompanhamos o assentamento de Mark, Trina, Alex, Lana, Sapo, Sombria e Darnell nas montanhas dos Apalaches. E somos apresentados à Coalizão Pós-Chamas (CPC) e a algo que por muito tempo me deixou intrigada – achando que era um typo – CCP (Centro de Controle da População).

O grupo de Mark está a anos sobrevivendo a todas as calamidades que foram jogadas contra eles. As chamas, a tsunami, a gangues, a fome, enfim, a tudo. Quando mais uma vez eles são desafiados a sobreviver.

Desta vez a um ataque direto de um Berg.

O livro é angustiante do início ao fim. Enquanto acompanhamos Mark e seu grupo tentando sobreviver – e entender – ao ataque, somos mostrados as memórias de Mark de quando as chamas atingiram a Terra. A como ele encontrou seu grupo, como eles fugiram de Manhattan e do que precisaram atravessar para chegarem aos Apalaches.

Eu, particularmente, adoro Flashbacks, então o livro foi uma felicidade do início ao fim.

De certa forma fiquei feliz por finalmente entender o que diabos era o Fulgor, a doença que Thomas e os outros são imunes e que a CPC tentava encontrar a cura através de todos os testes com labirintos. Mas ao mesmo tempo eu fiquei TÃO PUTA!! Principalmente porque acredito que a premissa do livro é válida. A humanidade é, de modo geral, um lixo capaz de tudo.

Obrigada, James Dashner, por criar um universo tão fantástico que conseguiu, sim, desbancar todas as outras distopias e ficar com o prêmio de primeiro lugar no meu coração. Posso dizer que sentirei saudades de todos eles.

Menos da Teresa, porque ela é uma vadia de marca maior e eu a odeio com todas as minhas forças.

As Crônicas de Nárnia 02

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa de C. S. Lewis foi o livro escolhido para o item 27. Um livro de um autor que usa iniciais.

27. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

Como disse no primeiro post sobre As Crônicas de Nárnia, não é o estilo de livro que eu gosto, mesmo sendo um livro de aventura fantástica.

A narrativa de Lewis é ligeiramente melhor neste livro – em comparação a’O Sobrinho do Mago -, mas ainda é cansativa, a todo momento explicando minuciosamente com um “narrador-personagem” o que está acontecendo.

Os quatro irmãos, Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia, são de tal forma descritos que você se vê obrigado a odiar Edmundo, achar Pedro soberbo, Suzana leviana e Lúcia estúpida.

Claro, esse não é – obviamente – o objetivo de Lewis, mas seus personagens não têm profundidade. Tudo acontece de forma que não temos opção que não seja aceitar tudo o que acontece ali perante nossos olhos.

E o narrador não ajuda nem um pouco. Ele é biased. Ele acha as atitudes de Edmundo erradas, ele julga o que acontece e o que os personagens decidem. E, por mais que isso deveria aproximar o narrador de um ser humano comum, atrapalha o desenvolvimento da história.

Mais do que um livro infantil, achei este livro como se fossem para retardados mentais, se enquadrando na mesma categoria de Pepa Pig.

E mesmo assim, dei 3 estrelas porque a história foi ligeiramente melhor do que a d’O Sobrinho do Mago.

PS: Hoje não farei resenha do filme, porque Lost não me permite entrar na video-locadora torrent… ‘-‘

Diário de uma Paixão

Escolhi o livro Diário de uma Paixão do Nicholas Sparks para o item 15. Um livro de um autor que você nunca leu antes.

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Geralmente não tenho muitos preconceitos em relação ao que eu leio (mentira), mas considerando-se que eu me lembrava de gostar desse filme e que minha mãe é louca por Nicholas Sparks (as in tem todos – ou quase todos – os livros do cara) imaginei que seria um livro tranquilo – no auge de suas 213 páginas.

Juro que existem momentos da minha vida que eu me arrependo terminantemente.

E esse foi um deles.

A começar que o livro é estranho, começa sem explicar, conta duas histórias paralelas geralmente sem distinção de quando uma começa e a outra termina, e os personagens são Mary Sue.

Em resumo: história fraca, personagens fracos, escrita fraca.

Enquanto me lembrava de gostar do filme, o livro foi quase intragável – até o momento em que eu revi o filme.

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PAI ETERNO!

O filme é sim melhor que o livro, afinal de contas você vê o casal velho e lutando com uma doença tensa enquanto tenta se religar através do diário, mas a história continua fraca, os personagens continuam fracos, tudo continua… uma, ó, bosta.

Ryan Gosling costumava ser uma paixonite minha de infância. Não o é mais, porque o Noah do filme é besta (ainda curto o fato de ele apontar uma arma pro comprador da casa, MAS essa é outra história), a Allie eu tenho vontade de socar, e o Lon é compreensivo até demais.

Mais um livro que recebeu 2 estrelinhas. Realmente espero que seja o último.