Cem anos de Solidão

O trigésimo (e último) item do desafio de leitura deste ano foi um sorteio. E a minha amada, idolatrada, salve salve Tilim me indicou o livro Cem anos de solidão do Gabriel García Márquez.

30. Cem anos de solidão

30. Um livro recomendado por alguém do desafio.

Comecei a ler o livro sem entender bem de qual que era a história. Senti como se tivesse sido jogada em um livro pela metade e cheguei a me perguntar se o livro era em dois volumes e por algum acaso começara pelo volume 2. Devo salientar que um livro que não é demarcado por capítulos numerados não faz bem para minha cabecinha. (Sou dessas que põem na cabeça que lerá até o capítulo “x” antes de dormir – e nunca lê só até lá)

Com essas pequenas desavenças iniciais com o livro, devo dizer que adorei acompanhar as desventuras dos Buendía.

Úrsula é uma mulher que impõe respeito e, mesmo com todas as ideias desbaratadas, José Arcádio é um personagem muitíssimo interessante. Assim como o são toda a sua estirpe. Amei Melquíades e o sábio catalão dono da única livraria de Macondo.

Agora, a cidade em si… Não sei não. Acho que não seria um lugar agradável de se viver… Muito quente, muito ermo, muito… Não, calma. Acho que estou descrevendo Lost. (piada sem graça)

Cheguei a perguntar para meu irmão o sentido do título assim que comecei a ler o livro e não estava entendendo muita coisa – mesmo que estivesse adorando a história. (mas hein?) E devo dizer que no final, ou mais precisamente no meio, fiquei intrigada e impressionada com a facilidade com que cada personagem se perdia na sua própria solidão, na forma como se esqueciam da vida, das pessoas, e se perdiam em recônditos inexplorados de suas mentes e almas.

E o que mais me chocou foi como é um livro muito atual.

Ficção sim, personagens irreais sim, porém com uma realidade chocante de pessoas que se esquecem que através de uma mensagem de texto, uma foto, uma tela, estão tratando de/com outras pessoas, perdidas em seus objetivos e pensamentos próprios, nem um pouco preocupados com o que trazem para a vida dos que estão à sua volta.

A solidão é tratada no livro de várias formas, de angustiante a tranquilizadora, de sofrível a aprazível.

E me encantei com isso. Me identifiquei com isso.

Advertisements

2 thoughts on “Cem anos de Solidão

  1. Ainda não li esse clássico. Sempre tive certo pé atrás por conta do tema. Sou influenciável e, como passei longas fases de depressão na vida, fiquei com medo do que pudesse encontrar nessa obra. Continuo com o receio, mas tenho certeza de que lerei até o fim da vida. =)

    Liked by 1 person

    1. O livro é muito bom, mas realmente é bem pesado – sem o ser – na questão das solidões. Acaba que eu mesmo me peguei pensando sobre os meus momentos em que não quero nada nem ninguém, apenas me perder dentro de mim mesma. E o quanto isso é fácil. E o quanto é difícil voltar para o convívio social.
      É… é tenso. ‘-‘

      Liked by 1 person

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s