As Crônicas de Nárnia 01

Tudo começou quando eu era menor (porque criança nunca deixei – e pretendo nunca deixar – de ser) e me descobri apaixonada pelo maravilhoso mundo da Terra Média de Tolkien, por Hogwarts de Rowling, pelos vampiros de Rice. Sou uma pessoa que ama o fantástico, o sobrenatural, a magia de ver um mundo novo se desdobrando à minha frente. Então nada mais lógico do que ler As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis.

Não poderia estar mais enganada.

A começar que assisti o filme antes de ler o livro. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa foi um filme tão meh que não senti aquele afã de desespero para ler o livro. Em segundo lugar vi o livro de proporções bíblicas (mesmo que eu saiba que meu volume único de O Senhor dos Anéis ser maior).

Simplesmente não senti aquela conexão que senti com todos os outros amores de fantasia que permeiam minha vida.

Mesmo assim, dei uma chance. E descobri que acho a narrativa de Lewis muito forçada. Além de ser uma versão mais lúdica da Bíblia. Não é muito a minha praia.

MAS AI VEIO O DESAFIO DE LEITURA 2016. Sério… Já li/estou lendo tantos livros que estavam juntando poeira nessa casa que só daí já devo agradecer. Infelizmente o único livro que tinha em casa com um autor que usa iniciais (27. Um livro de um autor que usa iniciais (Ex. J.K. Rowling)) que eu não tenha lido são As Crônicas de Nárnia. Já viu pra onde a história está seguindo?

27. As Crônicas de Nárnia.jpg

Decidi dar uma segunda chance ao livro. E assim sendo, me esforçarei para ler todos os livros que compõem o volume único ainda esse ano (mesmo que no grupo tenhamos decidido que cada crônica conta como um livro).

E para dar o pontapé (quase) inicial, reli o primeiro dos livros. O Sobrinho do Mago.

Nárnia - 01

Meus problemas com esse livro começaram com a terminologia “Mago” quando eles estão claramente falando de um “Feiticeiro”, mas não deixarei minhas raízes RPGísticas influenciarem (mais) minha resenha.

O livro se inicia com Digory e Polly se conhecendo. São duas crianças vizinhas uma a outra e que decidem passar o tempo juntas explorando suas casas e vizinhanças e basicamente fazendo o que toda criança faz: metendo-se em enrascadas.

Digory mora na casa de dois tios, sendo que sua mãe também vive ali, adoentada. A tia de Digory, Leta, é uma senhora muito responsável e que mantém a casa em ordem, enquanto o tio, André, é descrito como um lunático.

Em uma de suas explorações, Polly e Digory acabam no sótão do tio André e são coagidos a participar de uma experiência. Nessa experiência, os garotos acabam viajando para um novo mundo.

E daí em diante, é só ladeira abaixo.

Eles acabam acordando quem não devia, adentrando um mundo vazio, encontrando Aslam e presenciando a criação de Nárnia. Por uma série de desventuras acabam precisando chegar no Jardim do Éden e pegar uma das maçãs das Hespérides.

BAH!

A história – desconsiderando-se as passagens bíblicas e mitológicas – é boa, é interessante. A criação de Nárnia foi simplesmente mágica! (Adoro ver a criação de novos mundos… por isso gosto tanto de RPG) Não é um livro de todo tão infantil – como li algumas resenhas por aí -, mas, NA MINHA OPINIÃO, é muita “catequização” desnecessária. Deixasse implícito o paralelo Aslam/Deus e seguisse sua própria narrativa!

Enfim… Será uma longa jornada por essas 752 páginas.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s