Vittorio, o vampiro

Hoje falarei sobre o item 14 do desafio de leitura 2016.

  1. Um livro com nome próprio no título

vittorio-the-vampire

Vittorio começa este livro afirmando que o seu conto, sua história, não faz parte das Crônicas Vampirescas criadas por aqueles vampiros de Louisiana, mas que era, sim, uma resposta ao desafio por estes vampiros lançado.

Ele conta, com detalhes, como Florença era sob o domínio de Cosimo de Medici, como fora sua vida até sua morte aos 16 anos de idade. Descreve, com uma infinidade de adjetivos e primor desigual, como fora a destruição de sua família, seu encontro com o sobrenatural e com o divino.

Acredito que, mesmo criando uma divisão entre si mesmo e os cronistas, eles são faces indivisíveis de uma mesma existência. Dois lados de uma moeda, por assim dizer.

Este livro lembrou-me outro, Pandora, também vampira, também tentando, talvez em vão, distanciar-se das Crônicas Vampirescas. E também lembrou-me da paixão que sinto pelo sobrenatural, pelos vampiros e, por que não?, por esse mundo onde as criações de Anne Rice caminham.

Infelizmente, hoje sou – ou estou – um tanto mais exigente com o que leio, e devo dizer que mesmo sendo uma narrativa cativante, por vezes Anne Rice se perde no que escreve, deixando o texto repetitivo e um tanto enfadonho com todas as excessivas descrições de uma mesma coisa.

De qualquer forma, sempre me impressiono com a forma como a autora consegue mesclar o profano e o divino em suas histórias. Ela trás, através de seus seres sobrenaturais, uma visão sobre a divindade que existe dentro de cada ser humano de uma forma tão natural, tão simples, tão poética que deixa muita igreja por aí no chinelo. Sempre me pego divagando sobre o assunto após terminar seus livros.

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2 thoughts on “Vittorio, o vampiro

  1. Apesar de você me indicar tantas vezes, ainda não li a coleção da Anne Rice. Nadica de nada. Está na minha lista de “livros que preciso ler antes de morrer” mas não sei o porquê de não ter começado.
    Com o tempo ficamos mais críticas e damos mais valor ao tempo em si. Logo, passar esse tempo lendo algo mais ou menos não é interessante, então eu te entendo. =)
    Acontece de autores que adoramos nos decepcionarem vez ou outra (pode ser porque amadurecemos e tiramos o autor de um pedestal alto, né? XD), mas é tranquilo.
    Gogogo!

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    1. A questão é exatamente essa: Anne Rice nunca esteve em um pedestal assim tão alto. Hahahaha Meu relacionamento com ela sempre foi meio amor e ódio. Gosto muito de alguns livros dela, mas tem outros que eu leio por ler. Vittorio foi um desses que peguei sem achar que gostaria tanto, mas acabei gostando.
      O que mais me chama atenção nela é a forma que ela lida com as questões de credo – todos os personagens que ela cria tem essa busca pelo divino, pela redenção, enquanto lidam com sua maldição. É uma forma legal de lidar com um tema tenso – ainda mais que uma porrada de personagem dela é homossexual.
      De qualquer forma, acho que valem a pena serem lidos, até porque é um único universo! *-*

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